
Há homens assim. Que nos entram pela vida adentro sem pedir "com licença" ou "desculpe qualquer coisinha". Que nos descobrem e tocam no nosso eu mais íntimo, quando pensávamos que já não havia mais nada.
Há homens assim. Que nos deixam horas a olhar para o vazio, sem saber o que pensar e dizer, quanto mais o que escrever. Que nos criam inéditos pudores em revelar o que vivemos, o que sentimos e o que fizemos.
Há homens assim. Únicos e diferentes e no fundo, tão normais dentro da desejada normalidade.
Há homens assim. Que não me aborrecem, que escutam e que falam, que aprendem e que ensinam, que dão e que recebem. Que me fascinam. E que até sabem conjugar os verbos de forma honesta.
E porque há homens assim, seria justo que um dia eu me cruzasse com um.